O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade tem seu diagnóstico fundamentado em três grupos de sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Os sintomas começam antes dos doze anos de idade e permanecem por no mínimo seis meses, causando desadaptação e sendo incompatíveis com o nível de desenvolvimento esperado para a faixa etária da criança.

Segundo o DSM-5, pelo menos seis dos seguintes sintomas têm de estar presentes até os 16 anos de idade:

  • Comete erros por descuido na escola ou não dá a devida atenção a detalhes;
  • Tem dificuldade para se concentrar em tarefas ou atividades lúdicas;
  • Parece não ouvir quando lhe dirigem a palavra;
  • Não segue instruções e falha em terminar trabalhos escolares, tarefas domésticas ou deveres (“se perde”, “é avoado”);
  • Apresenta dificuldades para organizar tarefas e atividades;
  • Frequentemente evita, não gosta ou se recusa a fazer coisas que exijam um grande esforço mental por um longo período;
  • Frequentemente perde itens necessários para tarefas e atividades (material escolar, lápis, livros, ferramentas, carteiras, chaves, documentos, óculos e telefones celulares);
  • Distrai-se com facilidade;
  • Apresenta esquecimentos frequentes em atividades diárias.

Ou seis ou mais sintomas de impulsividade e hiperatividade:

  • Mexe as mãos ou pés ou se move o tempo todo;
  • Muitas vezes levanta da cadeira em situações que deveria permanecer sentado;
  • Coloca-se em situações de risco, em adolescentes, isto pode se manifestar como um sentimento de inquietação;
  • Não consegue participar de atividades recreativas em voz baixa;
  • Está sempre “a mil por hora” ou “a todo vapor”;
  • Fala excessivamente;
  • Dá respostas antecipadas antes de ouvir uma pergunta inteira;
  • Tem dificuldade em esperar a sua vez;
  • Interrompe a pessoa que fala ou se intromete em conversas dos outros.

Esses sintomas causam prejuízo no desempenho escolar, no funcionamento social e nas habilidades intelectuais e caso não sejam identificados e devidamente tratados precocemente, causam estresse emocional tanto para as crianças quanto para os pais.

Por não serem restritos à infância, podem persistir até a idade adulta, aumentando o risco de acidente de trânsito, de gravidez não planejada, de conflitos com o parceiro e uso de drogas.

O diagnóstico do TDAH baseia-se na avaliação clínica pelo médico especialista e é complementado por avaliação neuropsicológica e psicopedagógica.

O tratamento começa com uma avaliação detalhada do paciente, de sua família e do ambiente onde ele vive. Medicamentos fazem parte do tratamento e requerem o acompanhamento regular do paciente por seu médico.