Alcoolismo é o nome que se dá a todos os padrões de consumo de álcool que são prejudiciais para o indivíduo, tanto para o componente físico do organismo, quanto para o psíquico.

Esse não é um problema exclusivo do adulto, ele também é bastante frequente entre jovens.

Uma recente pesquisa revelou que mais da metade dos jovens entre 13 e 15 anos já consumiu a primeira dose de álcool, ou seja, já tomaram uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de cachaça ou uísque.

O primeiro encontro com a bebida se dá, principalmente, através de festas, onde muitas vezes o álcool é o convidado principal. As meninas são a maioria na hora de experimentar e bebem tanto ou mais que os meninos.

A legislação brasileira proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, mas não existe fiscalização para que a lei seja cumprida e nem coibição do consumo de álcool entre adolescentes por parte da sociedade e da família.

Muitas vezes, dentro da própria casa, os pais hesitam na hora de proibir o consumo de álcool pelo filho ou vangloriam-se de serem capazes de beber grandes quantidades de uísque ou diversas latinhas de cerveja em um único final de semana. Esse comportamento é dificilmente admitido como um problema, apesar de se tratar de uso abusivo.

Nos ambientes públicos, o consumo de álcool pelo jovem também não costuma despertar alarde. Talvez por se tratar de uma droga lícita, há quem se assuste mais ao presenciar um jovem fumando um cigarro de maconha do que bebendo uma latinha de cerveja. Sabe-se, porém que o álcool é uma importante porta de entrada para as outras drogas, legalizadas ou não.

A pressão para o consumo de bebidas não é pequena. Família, amigos e propagandas são os principais estímulos nessa iniciação. As condições propícias para o consumo de álcool pelos jovens são principalmente: baixo custo, fácil acesso, validação social e propaganda ostensiva.

As expectativas em relação ao uso do álcool podem ser um importante inibidor ou estímulo para o uso do mesmo. Quando faz uso de álcool o adolescente está em busca de alegria, desinibição, sensação de pertencimento, sono mais tranquilo, sentir-‐se diferente diante dos acontecimentos, esquecer problemas e ter a sensação prazerosa de tontura.

Em algumas ocasiões, o álcool é utilizado como um remédio para transtornos psíquicos que não são percebidos por ele e pela família, como: depressão, insônia, irritabilidade e impulsividade. Esses sintomas podem ser inicialmente amenizados pelo álcool, porém, posteriormente, se agravam e podem levar a doenças mentais graves e crônicas.

O consumo de álcool traz grandes riscos para o adolescente, como dependência química, acidentes de transito, prejuízo cognitivo, doenças sexualmente transmissíveis, gestações indesejadas, envolvimento com tráfico de drogas, conflitos familiares, dificuldades escolares e atraso no desenvolvimento de habilidades sociais.

A família deve estar bem atenta ao relacionamento do adolescente com a bebida alcoólica. Não sendo possível um pai não beber na presença do filho, que o faça com moderação.

O tratamento consiste em alcançar e manter a sobriedade. Medicamentos e internação hospitalar podem ser indicados em caso de intoxicação. É necessário que o jovem perceba sua impotência diante do vício e que encontre sua própria motivação para enfrentar a doença, procurando ajuda especializada.